
Nota de Edu Manzano: Para esta edição da sessão "Vim, Li e Contei..." trouxe um texto que muito me honrou escrito pelo pesquisador de quadrinhos Vinicius A. Oliveira sobre o anti-herói criado por mim e José salles, o Máscara Noturna desde sua concepção até sua edição, distribuição e vendas ele se mostrou um acontecimento único nos quadrinhos brasileiros, acompanhem a saga...
por: Vinicius A Oliveira
A Semente...
Não é segredo nenhum que o gênero super heróis nos quadrinhos sempre teve uma forte e prolixa produção no Brasil, iniciando na década de 50 e 60 em seus primeiros passos ainda calcados na produção norte americana. Ao contrário do que prega erroneamente o gênero brasileiro soube muito bem desenvolver-se e nas últimas décadas modelar seus próprios conceitos, e características próprias amadurecendo como linguagem narrativa e artística, a exemplo de criações como Meia-Lua de Laudo Ferreira, Gaúcho de Julio Shimamoto, Meteoro de Roberto Guedes, Solar de Wellington Srbek, Cometa de Samicler Gonçalves, Quebra Queixo de Marcelo Campos Necronauta de Danilo Beyruth, e também tantos outros exemplos de iniciativas do meio alternativo de igual riqueza narrativa que infelizmente a limitada visão editorial de nosso país não deixa ver a luz do dia.